Regina's profileARTECULTURAPhotosBlogListsMore Tools Help

Regina Mendonça

Quadros  
Photo 1 of 9
This person's network is empty (or maybe they're keeping it private).

Maestro Charles Franz: A arte da improvisação

DSC02487 Charles Franz

Nascido na Alemanha.

Estudos de piano com o pedagogo russo Misha Jessel, discípulo do famoso pianista e compositor Ferruccio Busoni.

Aulas magistrais com o pianista russo Alexander Uninsky e com Daniel Ericourt.

Recitais oferecidos em vários auditórios internacionais, entre eles o Carnegie Hall de Nova Iorque, os da Faculdade de Direito e Medicina de Buenos Aires, o Camping Musical de Bariloche, etc… e numerosos concertos em salas menores nas cidades de Buenos Aires, Los Angeles e na  Alemanha.

No ano de 1983, ano de sua chegada ao Brasil, realizou cinco concertos no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Durante seis anos, foi diretor do Charles Franz´s Studios of New York e, durante doze anos, do Instituto Charles Franz de Buenos Aires.

Participação em congressos de musicoterapia e desenvolvimento de cursos de seu método de ensino em várias entidades da Sociedade Argentina e Compositores de Música.

Especializado na arte da improvisação nos estilos dos grandes mestres.

- (Retrato de Charles Franz por RMendonça)


Apresentou-se no Espaço Cultural José Elias Bunemer (Lins, SP), em 1 de julho de 1995. Acompanhem:

    

 

Em algum lugar do passado


   

 

Romaria


Reminiscências: Espaço Cultural “José Elias Bunemer” (1994 - 1996)

Um belo sobrado, construído em 1938/1940, no coração da cidade de Lins (SP), pertencente à família Bunemer, foi o lugar escolhido por mim e pelo meu marido, Plínio, para  abrigar um Espaço Cultural. Este palacete, - com fachada composta de arcos e colunas no plano inferior e terraço superior, paredes internas das salas pintadas à maneira “trompe l´oeil”, tetos trabalhados e ornamentados por lustres da época, vitrais (um representando uma cena árabe, outro um vaso de flores), escada de madeira em balanço -, foi restaurado e abrigou um elenco de vivências culturais: artes plásticas (pintura, escultura), artes cênicas (teatro, dança), artes visuais (fotos, cine, vídeos), música, literatura, história e artes gráficas, além de uma locadora de livros. Apresentou exposições, promoveu cursos, palestras, concursos, tendo se dedicado também a publicações e pesquisas. Ao dar-me conta que, em 2009, quase quinze anos nos separam destes momentos tão marcantes, procuro, através de vídeos, textos, fotos, resgatar algumas destas vivências neste acolhedor Espaço.


A soprano italiana MARIA LETIZIA TEDESCHI e o pianista JOÃO CARLOS PARREIRA apresentaram-se em 14 de janeiro de 1995. Apreciem sem moderação: 

     

Serenata (Schubert)


      

Ave Maria (Schubert)


Mar de Esperas

     DSC02496     DSC02495   

          DSC02504      DSC02503

1994

As portas de um casarão da Rua Olavo Bilac se abriam para a cidade de Lins, num convite a uma viagem pela história de uma época retratada nas paredes desenhadas à mão, com seus arabescos, com escadaria insinuando um suntuoso resquício de sonhos a serem restaurados. Um casarão antigo, do jardim com roseiras, o quintal com jabuticabeiras. Em suas salas foram se instalando o piano, os livros, quadros, cameretas, vozes, violões, mágicos, vorazes projetos a ganharem forma. Foram se acrescentando nomes, reunindo pessoas, fatos, festas, homenagens, desempoeirando lembranças. Um belo elo cultural começava a ser esculturado pelo resgate da história artística de Lins e arredores, documentada a partir da mais própria e sensível fonte de informação: um mergulho nos mares da memória para abraçar as recordações de um tempo, reinventar o belo, o excêntrico, o inimaginável.

Lembranças reflexivas, para contar do que já se viveu artisticamente na cidade, do realizável e o muito que se projetava para o Espaço que se abria.

DSC02502 

1996

Última cena, último ato. As salas do Espaço Cultural José Elias Bunemer abrigaram em sua última atividade artística, cenas da peça Mar de Esperas montada a partir do conto homônimo. A dramaticidade do texto deixou no ar um grito abafado. Mais uma vez Lins ficava sem um teto para abrigar a arte, seus artistas.

Em novembro de 1996, as portas do casarão da rua Olavo Bilac, 500 se fechavam mas a fomentação artística que se conseguiu em anos já havia despertado os fantasmas da música, da pintura, do teatro, da poesia...

O título da peça Mar de Esperas induzia ao aprendizado de saber esperar enquanto se prepara o porvir.

(Cida Zola)

Neo-Classicismo: John William Godward

John William Godward (Wimbledon, Inglaterra, 9 de agosto de 1861 — Londres, Inglaterra, 13 de dezembro de 1922)

Pintor neo-clássico, considerado pupilo de Sir Lawrence Alma Tadema. Gozou de muita popularidade, mas seu estilo resultou-se superado, quando do surgimento de novos estilos pictóricos, principalmente o do pintor espanhol Picasso. 
Adepto da pintura de Frederick Leighton, mas seu estilo era mais próximo do de Alma-Tadema, com quem compartilhava uma forte paixão pela arquitetura clássica. Expôs na Royal Academy em 1887.
Sua família desaprovava sua carreira e,em 1912, ao mudar-se para a Itália com uma de suas modelos, rompeu qualquer tipo de contato com ele. Retornou à Inglaterra em 1919, ali permanecendo até sua morte, por suicídio (asfixia por gás), em 1922. Envergonhada, sua família, acabou queimando seus documentos e fotos. Não se tem conhecimento de ter restado alguma.


GALERIA GODWARD

 

Uma de suas pinturas mais conhecidas é Dolce far niente (1904). Como outras de suas pinturas, esta possui mais de uma versão. Existe uma  mais antiga (e menos conhecida também) de 1897.

dolce far niente godward

Dolce far niente - 1904


Horizonte

 
  
       O mar anterior a nós, teus medos 
         Tinham coral e praias e arvoredos. 
           Desvendadas a noite e a cerração, 
             As tormentas passadas e o mistério,
                Abria em flor o Longe, e o Sul sidério 
              'Splendia sobre as naus da iniciação. 
             Linha severa da longínqua costa 
            Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
                Em árvores onde o Longe nada tinha;
                  Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
                   E, no desembarcar, há aves, flores,
                     Onde era só, de longe a abstracta linha
                O sonho é ver as formas invisíveis 
              Da distância imprecisa, e, com sensíveis 
            Movimentos da esp'rança e da vontade, 
           Buscar na linha fria do horizonte
                A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte --
                 Os beijos merecidos da Verdade.
                (Fernando Pessoa)

YOUTUBE: Espanholas e diversos

 

 

Espanholas


 

Naturezas-mortas, flores, murais, trompe l´oeil


Fernando Pessoa: dois momentos

a Silframd

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.

 


Um atracadouro ao pôr-do-sol na Ilha de Areias Brancas das Maldivas.

 

        Vaga, no azul amplo solta,

        Vai uma nuvem errando.
        O meu passado não volta.
        Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma.

        E isto lembra uma tristeza
        E a lembrança é que entristece,
        Dou à saudade a riqueza
        De emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.

        Não sei o que é nem consinto
        À alma que o saiba bem.
        Visto da dor com que minto
        Dor que a minha alma tem.

          (Fernando Pessoa)


Quadros - Mulheres

  

Clip Alegre Menina

 

Nocões

072

Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

Cecília Meireles

ilustração: RMendonça

 

Video

 
Video: Luar do sertão com Maestro Charles Franz