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Maestro Charles Franz: A arte da improvisaçãoNascido na Alemanha. Estudos de piano com o pedagogo russo Misha Jessel, discípulo do famoso pianista e compositor Ferruccio Busoni. Aulas magistrais com o pianista russo Alexander Uninsky e com Daniel Ericourt. Recitais oferecidos em vários auditórios internacionais, entre eles o Carnegie Hall de Nova Iorque, os da Faculdade de Direito e Medicina de Buenos Aires, o Camping Musical de Bariloche, etc… e numerosos concertos em salas menores nas cidades de Buenos Aires, Los Angeles e na Alemanha. No ano de 1983, ano de sua chegada ao Brasil, realizou cinco concertos no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Durante seis anos, foi diretor do Charles Franz´s Studios of New York e, durante doze anos, do Instituto Charles Franz de Buenos Aires. Participação em congressos de musicoterapia e desenvolvimento de cursos de seu método de ensino em várias entidades da Sociedade Argentina e Compositores de Música. Especializado na arte da improvisação nos estilos dos grandes mestres. - (Retrato de Charles Franz por RMendonça) Apresentou-se no Espaço Cultural José Elias Bunemer (Lins, SP), em 1 de julho de 1995. Acompanhem:
Em algum lugar do passado
Romaria Reminiscências: Espaço Cultural “José Elias Bunemer” (1994 - 1996)Um belo sobrado, construído em 1938/1940, no coração da cidade de Lins (SP), pertencente à família Bunemer, foi o lugar escolhido por mim e pelo meu marido, Plínio, para abrigar um Espaço Cultural. Este palacete, - com fachada composta de arcos e colunas no plano inferior e terraço superior, paredes internas das salas pintadas à maneira “trompe l´oeil”, tetos trabalhados e ornamentados por lustres da época, vitrais (um representando uma cena árabe, outro um vaso de flores), escada de madeira em balanço -, foi restaurado e abrigou um elenco de vivências culturais: artes plásticas (pintura, escultura), artes cênicas (teatro, dança), artes visuais (fotos, cine, vídeos), música, literatura, história e artes gráficas, além de uma locadora de livros. Apresentou exposições, promoveu cursos, palestras, concursos, tendo se dedicado também a publicações e pesquisas. Ao dar-me conta que, em 2009, quase quinze anos nos separam destes momentos tão marcantes, procuro, através de vídeos, textos, fotos, resgatar algumas destas vivências neste acolhedor Espaço. A soprano italiana MARIA LETIZIA TEDESCHI e o pianista JOÃO CARLOS PARREIRA apresentaram-se em 14 de janeiro de 1995. Apreciem sem moderação:
Mar de Esperas1994 As portas de um casarão da Rua Olavo Bilac se abriam para a cidade de Lins, num convite a uma viagem pela história de uma época retratada nas paredes desenhadas à mão, com seus arabescos, com escadaria insinuando um suntuoso resquício de sonhos a serem restaurados. Um casarão antigo, do jardim com roseiras, o quintal com jabuticabeiras. Em suas salas foram se instalando o piano, os livros, quadros, cameretas, vozes, violões, mágicos, vorazes projetos a ganharem forma. Foram se acrescentando nomes, reunindo pessoas, fatos, festas, homenagens, desempoeirando lembranças. Um belo elo cultural começava a ser esculturado pelo resgate da história artística de Lins e arredores, documentada a partir da mais própria e sensível fonte de informação: um mergulho nos mares da memória para abraçar as recordações de um tempo, reinventar o belo, o excêntrico, o inimaginável. Lembranças reflexivas, para contar do que já se viveu artisticamente na cidade, do realizável e o muito que se projetava para o Espaço que se abria. 1996 Última cena, último ato. As salas do Espaço Cultural José Elias Bunemer abrigaram em sua última atividade artística, cenas da peça Mar de Esperas montada a partir do conto homônimo. A dramaticidade do texto deixou no ar um grito abafado. Mais uma vez Lins ficava sem um teto para abrigar a arte, seus artistas. Em novembro de 1996, as portas do casarão da rua Olavo Bilac, 500 se fechavam mas a fomentação artística que se conseguiu em anos já havia despertado os fantasmas da música, da pintura, do teatro, da poesia... O título da peça Mar de Esperas induzia ao aprendizado de saber esperar enquanto se prepara o porvir. (Cida Zola) Neo-Classicismo: John William GodwardJohn William Godward (Wimbledon, Inglaterra, 9 de agosto de 1861 — Londres, Inglaterra, 13 de dezembro de 1922) Pintor neo-clássico, considerado pupilo de Sir Lawrence Alma Tadema. Gozou de muita popularidade, mas seu estilo resultou-se superado, quando do surgimento de novos estilos pictóricos, principalmente o do pintor espanhol Picasso.
Uma de suas pinturas mais conhecidas é Dolce far niente (1904). Como outras de suas pinturas, esta possui mais de uma versão. Existe uma mais antiga (e menos conhecida também) de 1897. Dolce far niente - 1904 Horizonte
YOUTUBE: Espanholas e diversos
Espanholas
Naturezas-mortas, flores, murais, trompe l´oeil
Fernando Pessoa: dois momentosEntre o sono e sonho, Chegou onde hoje habito E quem me sinto e morre
Mas, em verdade, o que chora Não sei o que é nem consinto (Fernando Pessoa) NocõesEntre mim e mim, há vastidões bastantes Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a. Ó meu Deus, isto é minha alma: Cecília Meireles ilustração: RMendonça |
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